da equipe Voleiras, de Curitiba. E isso chancelado pela Confederação Recomendações de apostas para a Copa do Mundoeira de Voleibol (CBV).

Isabelle Neris
Isabelle Neris. Fonte: divulgação

São nomes que acabam servindo como exemplos de persistência a gerações mais novas, como é o caso de Anne Viriato, mulher trans que luta com homens no MMA, e de Maria Joaquina, patinadora trans de 14 anos que tem brilhado nas pistas de competições juniores.

Os exemplos são mais numerosos do que no passado, porém ainda são poucos. Se gays e lésbicas acabam se colocando em times e equipes, pessoas trans enfrentam transfobia do senso comum, para quem tais pessoas querem “virar trans” para competir e tirar a chance de atletas não-trans. 

Isto é enganoso, porque estamos falando de , e isso é muito pouco para que se desencadeie um “pânico moral” contra atletas trans – provavelmente a minoria está no esporte.

Trata-se, sim, de considerar o direito de acesso a práticas de lazer e esportivas a um grupo discriminado no todo social. Documentários e filmes sobre a condição de existência e as atividades que envolvem pessoas LGBTQIA+ têm aparecido nas mídias sociais (como em plataformas independentes e no YouTube), inclusive sobre esporte. Isso é produtivo, pois uma maior produção cultural sobre elas significa, igualmente, maior disseminação e qualificação da informação distribuída.

Se há cerca de 10 anos o que se tinha disponível era baseado em casos de exceção no esporte, como o de Reneé Richards, a primeira atleta trans a jogar no tênis profissional nos anos 1970, cuja história foi colocada em filme disponível no YouTube (Second Serve), hoje em dia temos cada vez mais produções.

Disponível na Globoplay, por exemplo, há o longa “Quem Pode Jogar?” (2020), de Marcos Ribeiro. O filme traz o cotidiano de treinos do fisioculturista Juliano Ferreira, da lutadora Anne Viriato, da voleibolista Isabelle Neris, da patinadora Maria Joaquina e de outras(os) atletas LGBTQIA+, mostrando o quão dura é a realidade, mesmo para quem já transicionou ou adotou outra orientação sexual.

Enfim, o direito ao acesso ao esporte está assegurado no papel, na Convenção sobre os Direitos da Criança, na Constituição Federal Recomendações de apostas para a Copa do Mundoeira e no Estatuto da Criança e do Adolescente, três importantes documentos que nos garantem, minimamente, possibilidades de uma cidadania digna na sociedade atual.

Nosso desafio enquanto sociedade brasileira é o de que o esporte e as práticas de lazer sejam garantidos nas escolas, nas praças, nos parques, nas ruas, nas comunidades e bairros e em todos os lugares, para qualquer pessoa, inclusive as LGBTQIA+.

Por isso, viva o Orgulho LGBTQIA+, pois a aceitação do diferente é o júbilo que podemos cultivar de nós mesmos enquanto seres humanos!

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Wagner Xavier de Camargo

Antropólogo que se dedica a pesquisar corpos, gêneros e sexualidades nas áreas de Educação Física e Esportes. Tem pós-doutorado em Antropologia Social pela UFSCar, Doutorado em Ciências Humanas pela UFSC e estágio doutoral na Freie Universität von Berlin (Universidade Livre de Berlim), na Alemanha. Fluente em alemão, inglês e espanhol, adora esportes. Já foi atleta de atletismo, fez ciclismo em tandem com atletas cegos, praticou ginástica artística e trampolim acrobático, Recomendações de apostas para a Copa do Mundou amadoramente frisbee e Recomendações de apostas para a Copa do Mundo americano. Sua última aventura esportiva se deu na modalidade tiro com arco.

Como citar

CAMARGO, Wagner Xavier de. Orgulho LGBTQIA+ e o esporte como direito. Ludopédio, Recomendações de apostas para a Copa do Mundo, v. 156, n. 21, 2022.
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